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Indicadores chave para medir a eficiência em ressarcimentos.

  • Foto do escritor: Qualitas Regulação de Sinistros
    Qualitas Regulação de Sinistros
  • 18 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

A gestão eficiente de processos de ressarcimento é fundamental para o equilíbrio técnico e financeiro das seguradoras. Após o pagamento da indenização ao segurado, a capacidade de recuperar valores de terceiros responsáveis representa um importante fator de rentabilidade e sustentabilidade operacional. Nesse contexto, o acompanhamento de indicadores chave de desempenho (KPIs) é essencial para mensurar resultados, identificar gargalos e aprimorar continuamente a performance das equipes de regulação e cobrança.

 

Entre os principais indicadores utilizados no mercado, destacam-se:

 

1. Taxa de Recuperação (%)

É o principal indicador do sucesso em ressarcimentos. Mede a proporção entre os valores efetivamente recuperados e o total passível de ressarcimento. Uma taxa elevada indica processos bem conduzidos e estratégias eficazes de cobrança.

 

2. Tempo Médio de Recuperação (TMR)

Avalia o período entre o pagamento da indenização e a efetiva recuperação do valor. Reduzir esse prazo é um dos maiores desafios das seguradoras, pois depende de agilidade na análise técnica, comunicação clara entre departamentos e negociações eficientes com terceiros.

 

3. Índice de Recuperação Extrajudicial x Judicial

Compara o volume de ressarcimentos obtidos por vias amigáveis versus ações judiciais. Altas taxas de recuperação extrajudicial refletem eficiência operacional, menor custo e maior rapidez no retorno financeiro.

 

4. Custo Operacional por Processo

Indica quanto a seguradora gasta, em média, para recuperar um valor. Monitorar esse indicador permite otimizar recursos, automatizar fluxos e direcionar esforços para casos de maior potencial de retorno.

 

5. Taxa de Êxito em Ações Judiciais

Em processos judiciais, esse KPI mede o percentual de causas vencidas. Ele reflete a qualidade dos relatórios técnicos, da documentação apresentada e do alinhamento entre regulação e jurídico.

 

Além dos números, é essencial que as seguradoras adotem dashboards integrados e sistemas de Business Intelligence (BI) para cruzar informações entre áreas, visualizar tendências e tomar decisões baseadas em dados.

 

Quando bem estruturados, os indicadores de ressarcimento vão além da mensuração: tornam-se ferramentas estratégicas de gestão, capazes de reduzir perdas, aumentar a previsibilidade financeira e elevar o padrão de governança e compliance das seguradoras.

 

Em um mercado competitivo e orientado por resultados, medir é o primeiro passo para evoluir — e a eficiência em ressarcimentos é, sem dúvida, um reflexo direto da maturidade operacional da companhia.

 

 
 
 

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